Monday, July 27, 2015

Kuala Lumpur - Malásia

Nosso próximo destino será Kuala Lumpur, que no idioma dos nativos malaios quer dizer “água barrenta”. Esta cidade não foi exatamente uma escolha minha, mas como era um lugar por onde eu teria que passar, decidi parar para uma visita para conhecer pelo menos uma cidade da Malásia.

Chegaremos em um domingo à tarde e iremos embora na terça pela manhã. Foi bem importante verificar isso pois descobri que um dos pontos turísticos mais interessantes da cidade, a Petronas Towers, não abre às segundas-feiras. Sendo assim, a única chance que temos de visitar estas torres gêmeas que formam a dupla de prédios mais alta do mundo, será no domingo logo na nossa chegada. Lá no alto poderemos ver uma metrópole cercada por água barrenta, densas matas tropicais e um oceano de pequenos e médios prédios aparece sob os olhos do visitante



Ao redor das Petronas poderemos passear em um extenso parque com lagos artificiais, chafariz e área para picnic. Ao lado das Petronas fica o Suria maior shopping do país conhecido pela variedade de tecidos e joias, de ótima qualidade e baixo preço. Não que a gente pretenda comprar alguma coisa, mas vale a pena dar uma olhada, só de curiosidade. Mas definitivamente o objetivo desta viagem nada tem a ver com compras. Primeiro porque temos que legar o mínimo possível em nossa bagagem que estaremos carregando nas nossas costas; segundo porque o nosso orçamento é bem limitado; terceiro porque eu não quero perder tempo com isso com tantas coisas interessantes para ver. 



Para o próximo dia, a idéia é irmos visitar outro ponto turístico imperdível que é o Batu Caves (bairro de Gombak). O Batu é uma mistura de templo religioso e reserva natural construído em meio a uma formação geológica muito peculiar, um conjunto de mais de 200 cavernas talhadas pelas chuvas e ventos ao longo de 400 milhões de anos. Como mostra a foto abaixo, o nosso desafio será encarar uma extensa escadaria para explorar as três atrações do parque: as grutas Cathedral Cave, Art Gallery Cave e Museum Cave.

Estátua da divindade Murugan nas grutas Batu. Crédito: Wikimedia Commons

Li também uma recomendação para irmos no final de tarde ao Thean Hou Temple que fica em um local religioso de origem budista e de onde poderemos ver o pôr do sol a partir da colina em que ele foi construído.

Na nossa última noite a idéia é de irmos jantar no Traders Hotel que tem uma visão fantástica das Petronas Towers. Pelo que li, é dos melhores restaurantes do país.


Sunday, July 26, 2015

Ubud - Bali Indonésia

O segundo lugar que visitaremos em Bali será Ubud, que foi a cidade onde o filme "Comer, rezar, amar" com a Julia Roberts foi filmado. Aliás, acabei de saber disso procurando informações sobre o lugar. Fiquei bem surpresa ao saber. Achei muita coincidência, afinal a personagem da Julia Robert também estava passando por uma transição na vida dela, parecida com a da minha.

O hotel onde ficaremos se chama Champlung Sari e parece ser bem bacana.

Ubud, que representa a Bali mais tradicional, fica nas montanhas, longe das praias e é cercada por arrozais. Parece ser uma cidade bem pequena mas tem muitos templos que pretendemos visitar. O mais famoso é o Monkey Forest onde a maior atração são as centenas de macacos. Já soube que temos que tomar cuidado pois os bichinhos são bem rápidos para roubar óculos, câmeras, garrafinhas de água, brincos etc. Um desses macaquinhos deve estar faceiro usando o óculos que roubou do Felipe quando ele e a Anabel estiveram lá. ;-)

Uma dica da Anabel é de fazermos um cycling tour. Li em um blog uma recomendação de fazer com a empresa Bali Eco Cycling. Vamos provar com certeza!


Uluwatu - Bali Indonésia

O primeiro lugar onde vamos ficar se chama Uluwatu e fica em Bali, na Indonésia. Foi uma indicação do Felipe e da Ana, e recentemente andei lendo que é a praia mais bonita de Bali. Ficaremos em um hotel chamado Mamo, que não parece ser grande coisa, mas isso não me importa nem um pouco. Quem quer ficar no hotel com tanta coisa linda para ver?

O primeiro lugar que quero visitar é o Templo de Uluwatu:


Também queremos conhecer um lugar chamado Blue Point, onde tem um paredão com diversos barzinhos de onde se tem uma visão espetacular de uma praia de surfistas. Não posso esquecer de ir a um restaurante italiano SUPER recomendado pela Anabel.

Não posso esquecer de uma recomendação que li em blog sobre chegar em Blue Point com a maré baixa para ter acesso à praia por um grande “buraco” à beira-mar. Quando a maré começa a subir, é hora de ir para um dos barzinhos e apreciar a vista.

Uma outra indicação que tive foi da praia Padang Padang que aparentemente se parece muito com as do Brasil e tem uma água bem quentinha. Mal posso esperar para provar! 

Ficaremos neste paraíso apenas 3 noites mas espero que seja suficiente para curtirmos todos estes lugares. 

Tuesday, July 21, 2015

Minhas expectativas

A expectativa que eu tenho desta viagem vai muito além de visitas a lugares novos. Eu espero que ela me traga uma nova perspectiva sobre a minha vida. Afinal, ela representa a transição entre duas fases muito importantes da minha vida. A minha vida na Nova Zelândia, que me fez ver tudo tão diferente do que eu via quando morava no Brasil, fase quando conheci tanta gente nova, visitei lugares lindos, passei por experiências fascinantes, tive tantos momentos felizes e outros tristes, e a minha nova vida na Australia que promete novos desafios, e muitas emoções. Mas esta viagem também representa a transição entre uma fase de tristeza e cicatrização de uma ferida tão dolorida, fase em que passei na casa do meu irmão e cunhada, onde fui amparada emocionalmente pelo carinho deles e dos meus sobrinhos, depois de desmontar a minha casa junto com todos as lembranças e os sonhos que cada peça dela representava, para uma fase de recomeço como "solteira", em um canto só meu. Apesar de ter sido uma fase bem difícil, foi muito bom saber que tenho pessoas que me amam tanto e com quem sempre posso contar. Meu filho Felipe e a a minha nora Anabel também fazem parte desta lista, além da minha super amiga Bianca que tanto teve que me ouvir e tomar alguns porres comigo para me ajudar a me sentir um pouco melhor e minha outra super amiga Lizete que me dava apoio virtual, muitas vezes brigando comigo e exigindo que eu me levantasse e esquecesse o que ficou para trás. Foi bom também estar com crianças que amo tanto à minha volta, meus sobrinhos Luka e Nico e meu neto Thomas. O sorriso deles sempre trouxe cor e luz aos meus dias cinzentos. Foi uma fase triste mas de muito amor e apoio que me preparou para o meu recomeço.

Tenho expectativas que esta viagem seja a fase final de preparo para esta nova vida. Que me ajude a me enxergar melhor, e reaprender sobre mim mesma, sobre o que eu gosto e não gosto e o eu que quero para o meu futuro. Afinal, durante este tempo eu serei uma pessoa meio que no limbo, sem emprego para voltar, sem endereço, sem dependentes e com toda liberdade do mundo para escolher os próximos passos. Acredito que esta situação de indefinição sobre tudo, sem amarras, pode ser muito benéfica no processo de auto-conhecimento.

Interessante que ao meu filho mais novo se formar e conseguir seu primeiro emprego na sua área de atuação, eu me tornei pela primeira vez em 31 anos, sem ter mais ninguém que dependesse financeiramente de mim. Pela primeira vez em 31 anos, eu tenho meu salário só para mim. Isso é muito bom por um lado, principalmente porque me traz a sensação de missão cumprida, mas por outro me tira fortes propósitos que sempre me motivaram até então. Isso me lembra o livro "A insustentável leveza do ser", publicado em 1984 por Milan Kundera, que li há muitos anos atrás.

"Kundera desloca a dualidade do peso e da leveza para uma perspectiva existencial, mesclando-a ao problema da liberdade humana em uma perspectiva próxima à problemática do existencialismo. Para Kundera, a leveza decorre de uma vida levada sob o teto da liberdade descompromissada. A leveza segue-se de um não-engajamento, um não-comprometimento com situações quaisquer, aproximando-se, nesse sentido, das ideias de Jean-Paul Sartre sobre a condição humana. O personagem Tomas é a metáfora através da qual Kundera ilustra as consequências existenciais do comprometimento da liberdade para com uma situação qualquer - no caso, o vínculo afetivo com Teresa. A partir de então Tomas experimenta o peso do comprometimento, peso opressivo de um engajamento qualquer, uma situação qualquer. A leveza, porém, despe a vida de seu sentido. O peso do comprometimento é uma âncora que finca a vida a uma razão de ser, qualquer, que se constrói - sob uma perspectiva existencialista, evidentemente."

E foi por causa deste livro que eu carreguei por anos a vontade de conhecer a cidade de Praga, onde a história de Kundera se passa, durante o período chamado de a "Primavera de Praga". 

Vou comentar mais sobre Praga nos próximos posts em que eu estarei comentando sobre cada lugar que vou visitar e o que eu pretendo ver em cada um deles.

Sunday, July 5, 2015

Custos iniciais da viagem

Conforme eu comentei em um post anterior, as passagens para mim e para o Julio, de Wellington para Paris (via Asia) e de Paris para Curitiba custaram $9.310.

As acomodações por 2 semanas, passeios e transportes na Asia ficou em $2.713.

As acomodações na Europa por 25 dias em 11 cidades, me custou $3.142, os dois vôos $634 e os passes de trem $1.842.

Sendo assim, no total eu gastei $17.640 até agora. Lembrando que todos os valores estão em dólar neozelândes.

Neste valor não está incluído a hospedagem em Barcelona na volta, alimentação, e eventuais passeios pagos pela Europa. Estimo que gastaremos uns $25.000, ou seja, $12.5 mil por pessoa. Se fôssemos só para o Brasil, só as passagens custariam $4.800, um pouco mais da metade do valor da passagem para Paris, Asia e Brasil. Mas, considerando tudo que conheceremos de novo e as emoções que passaremos juntos, estou considerando um investimento que vale a pena. Uma memória que sempre vai nos fazer felizes. Isso simplesmente não tem preço.

Já comentei no meu outro blog, mas eu acho que vale a pena contar aqui de novo, sobre uma experiência pela qual passei e que me fez aprender, felizmente tomando a decisão certa. Quando eu ainda morava no Brasil e trabalhava na empresa Compaq, todos os anos alguns empregados ganhavam passagens e todas as despesas pagas de uma viagem para uma cidade do mundo onde a empresa realizava um evento de vendas. Naquele ano foi anunciado que o evento seria em Cancum. Então, comecei a pensar na possibilidade de levar meus filhos junto. As despesas no resort seriam todas pagas pela empresa, mas eu teria que arcar com o valor das passagens. Eu tinha um dinheiro guardado que se destinava a colocar guarda-roupas embutidos nos quartos de um apartamento que eu tinha recém comprado. Naquela ocasião estávamos dormindo em colchões e usando araras para pendurar as roupas. Conversei com vários amigos antes de tomar uma decisão. A maioria me disse que eu deveria primeiro pensar em mobiliar o meu ap, afinal os guarda-roupas durariam anos e a viagem seria uma alegria temporária de 2 semanas. Mas eu decidi cometer a "loucura" de optar pela alegria temporária. Viajamos juntos, uns dias antes do evento, inicialmente ficando em um hotel barato em Playa del Carmen por minha conta, e fomos visitar os fantásticos parques de Xcaret e Xel-Há. Depois mudamos para um resort sensacional que fez os meninos soltarem suspiros. Nos divertimos muito, eles passavam o dia na piscina do hotel, tomando sorvetes, comendo sanduíches, lagosta, camarão, já que a alimentação estava incluída no que a empresa pagava. Além disso a empresa também nos pagou um passeio muito bacana de jet ski. Um dos passeios mais legais foi um que fizemos de lambretas por uma ilha lindíssima que infelizmente não me lembro o nome. Enfim, foi uma viagem inesquecível e, ao contrário do que eu tinha suposto, não durou só 2 semanas. Até hoje esta viagem nos faz feliz quando voltamos a lembrar do que vivemos juntos e damos muitas risadas das nossas trapalhadas e suspiramos com tudo de legal que vimos por lá. Se eu tivesse investido em guarda-roupas, isso provavelmente só me deixaria feliz na primeira semana. Mesmo porque, alguns anos depois eu me mudei para a Nova Zelândia e os móveis que deixei no meu apartamento perderam qualquer importância que tiveram algum dia. Então, não podemos nunca substimar o valor de uma viagem, especialmente se formos acompanhados por pessoas que amamos.

Depois de morar 9 anos na Nova Zelândia, onde as pessoas levam uma vida simples mas viajam muito, muitos dos meus valores mudaram, assim como a forma que eu enxergo a vida e mal posso acreditar que fiquei em dúvida entre móveis e uma viagem. Tudo que eu quero de móveis é que sejam úteis, práticos e baratos porque quero que sempre sobre dinheiro para eu conhecer um pouco mais deste mundo. Não quero nem imóveis e nem móveis que me prendam a lugar nenhum. Assim me sinto leve para voar para onde eu quiser. :-)

Saturday, July 4, 2015

Transporte e acomodação

Com meu roteiro pronto, eu poderia finalmente começar a reservar os hotéis e sentir que o sonho estava se tornando realidade. Inicialmente eu pedi para o Zenóbio me mandar algumas cotações, mas depois de pesquisar bastante na Expedia e comparar os preços, eu cheguei a conclusão que uma opção bem mais barata e interessante, foi a sugestão que a Anabel me deu de usar o site https://www.airbnb.com/, onde as pessoas alugam suas casas e apartamentos em períodos que não estão usando estas acomodações. 

Na verdade eu confiei no Zenóbio para fazer as reservas de hotéis e transporte na Asia, mas para a Europa eu mesmo fiz a maioria das reservas e a maioria das acomodações foram reservadas pelo site airbnb. A experiência que o Felipe e a Ana tiveram com este site foi muito positiva na viagem que fizeram de volta ao mundo, e espero que a minha e do Julio também seja. Navegar um pouco pelo site já nos dá uma boa impressão, já que é fácil, bem feito, com muitas fotos e avaliações dos usuários.

A maior parte da viagem dentro da Europa vai ser feita de trem. Para isso comprei passes da Railplus que nos dão direito a pegar o trem 10 dias em um período de 2 meses. Deve ser suficiente.
http://www.railplus.co.nz/europe-by-rail/eurail-passes/eurail-global-flexi-pass/prices-info.htm

Para os vôos dentro da Europa, também optei em fazer as reservas por minha conta já que os parceiros da Flight Center, onde o Zenóbio trabalha, estavam muito caros. Os dois trechos que faço de avião é entre Amsterdã e Praga e entre Split (Croacia) e Barcelona. Para o primeiro eu comprei a passagem da empresa Easy Jet e as duas passagens me custaram NZ$160 e o segundo da Norwegian, que nos custou NZ$474.

No próximo post eu vou comentar sobre os custos da viagem.

Continuando o planejamento

Era bem cedo ainda para sair reservando acomodação, mas eu não consegui conter a minha ansiedade. Além disso, a empresa onde eu trabalhava estava passando por um processo de reestruturação e eu não tinha absolutamente nada para fazer. Assim, eu decidi usar meu tempo ocioso para continuar meu planejamento. :-)

Eu já sabia que teria 1 mês na Europa mas não sabia como distribuir meu tempo de forma a visitar todos os lugares que eu gostaria. Eu sabia que chegaria em Paris, e decidi que o próximo destino seria a tão elogiada cidade de Amsterdã. Quando comentei isso com o Zenóbio, ele disse que eu deveria também visitar Bruges, que é considerada a Veneza da Bélgica. Depois de ver as fotos de Bruges, eu não pude resistir.

Fazendo algumas simulações eu cheguei à conclusão que infelizmente eu precisaria remover Moscou do meu roteiro por ser muito distante das outras cidades que eu iria visitar. Também me dei conta que a Grécia era outro país não poderia ser incluído, o que me deixou bem triste. Mas aí o Zenóbio me sugeriu substituir a Grécia pela Croácia, que na opinião dele, tinha praias ainda mais bonitas. Ele já morou em uma das ilhas da Croácia por um tempo, portanto sabia do que estava falando. Já fiquei bem mais feliz depois desta sugestão.

No final das contas o meu roteiro ficou assim:

Ida:
Sydney
Kuala Lumpur (Malásia)
Denpasar (Bali - Indonesia)
Uluwatu  (Bali - Indonesia)
Ubud  (Bali - Indonesia)
Kuala Lumpur (Malásia)
Hanoi (Vietnã)
Halong Bay (Vietnã)
Kuala Lumpur (Malásia)
Paris (França)
Bruges (Bélgica)
Amsterdã (Holanda)
Praga (República Tcheca)
Viena (Austria)
Munique (Alemanhã)
Bern (Suiça)
Veneza (Itália)
Roma (Itália)
Split (Croácia)
Hvar (Croácia)
Zurich (Suiça)
Paris (França)
São Paulo (Brasil)
Curitiba (Brasil)

E a volta:
São Paulo (Brasil)
Barcelona (Espanha)
Paris (França)
Kuala Lumpur (Malásia)
Sydney (Australia)

Com relação à volta de Sydney para Wellington eu ainda não estou decidida mas é bem provável que eu já fique em Sydney considerando que eu planejo mudar para lá depois desta viagem. Assim, posso começar o mais cedo possível a minha busca por um emprego e depois alugar um cantinho para mim. Saber disso vai me animar quando a viagem estiver terminando. Vou estar começando uma vida nova em uma cidade muito interessante.