Saturday, December 12, 2015

Malas

A bagagem para uma viagem dessas é definitivamente um grande desafio. O Julio conseguiu colocar tudo que precisava em uma mochila de 7kg. Já eu, o máximo que consegui foi uma mochila com 12kg, o que convenhamos, não é tanto para uma viagem de 2 meses, certo?

Abaixo as coisas que levei:


Segui o conselho que li em um blog de levar camisetas neutras e abusar de lençinhos de pescoço que fazem parecer que a cada dia você está com uma roupa diferente. Além das coisas da foto, levei várias "necessaires" para: maquiagem, cremes de rosto, shampoo, condicionador e leave-in, remédios, e coisas de manicure. Acho que foi isso que mais pesou.

Lições aprendidas:
- Achei ótima a idéia dos lenços que sempre me faziam sentir com uma roupa diferente
- Levar adoçante: Eu estou acostumada a tomar café com adoçante e café com açúcar chega a me dar azia. Esqueci de levar meu adoçante e na Ásia foi bem difícil achar onde comprar um;
- Levar shampoo e condicionador em embalagens bem pequenas e ir comprando pelo caminho, se necessário
- Não usei nem o vestido pink que levei, nem a saia. Usei e abusei de duas calças leves da Katmandu que tem opção de ficarem mais curtas.
- O meu tênis, que não era novo, por algum motivo me deixava com a planta do pé extremamente dolorida. Quando mudei para uma sandalinha anatômica que tenho da Hushie Puppies, a diferença de conforto foi absurda! Não é uma sandália linda, mas quem se importa com isso em uma viagem como esta? O importante é ter um calçado confortável para poder andar muito e cansar o menos possível para poder explorar tudo que puder.
- Diminuiria os itens de manicure pois não dá tempo de lidar com isso na viagem e a gente nem se importa. Um alicatinho, uma lixa e uma base já está bom.
- Foi bom levar duas camisetas de manga comprida e uma jaqueta leve pois nos poucos dias de frio que tivemos, eu coloquei uma sob a outra e ficou tudo bem.
- Câmeras: levamos a câmera profissional do Julio, uma câmera com funções de GoPro*, e mais os nossos celulares. Apesar de muita gente ter achado um exagero, achei que foi ótimo ter levado todas essas pois cada uma delas teve a sua função e no caso de uma estar sem bateria ou sem espaço, sempre tínhamos uma alternativa
- Bateria extra de celular: Eu comprei uma capinha para iphone que é também uma bateria extra e foi uma idéia excelente! Hoje em dia somos muito dependentes de celular para tudo e usando 4G a bateria acaba rapidinho, especialmente se você está usando a câmera do celular. Eu usei muitas vezes esta bateria e considerei o investimento muito válido.
- Itinerário com reservas em papel: nem sempre a gente pode contar com a internet e precisei apelar algumas vezes para a minha pastinha com os documentos impressos.

*GoPro: o Julio insistiu muito para comprarmos este tipo de câmera. Achei a GoPro muito cara e depois de pesquisar por alternativas, achei uma muito boa e muito mais barata, a SJ4000. A vantagem deste tipo de câmera é que elas são pequenas e leves, têm tanto espaço de memória quanto seja o SD card que você comprar, dá para fazer muitas filmagens, inclusive embaixo d'água e fazer selfies, seja fotos ou filmagens e tudo em um ângulo bem maior do que os outros tipos de câmera. Assim, o Julio e eu pudemos registrar os nossos momentos juntos em várias fotos e filmagens.

A viagem

Faz mais de um mês que voltamos da viagem, e acabei me enrolando para começar a contar aqui, como foi a nossa viagem. Já posso adiantar que foi maravilhosa e que, cada lugar novo que conhecíamos, era melhor do que eu esperava. 

Meu filho Julio foi um companheiro maravilhoso, muito além das minhas expectativas. Mesmo com algumas situações estressantes que tivemos, ele sempre foi companheiro e não brigamos nenhuma vez, o que é de se espantar para uma mãe e filho que passaram 2 meses juntos, muitas vezes dormindo até na mesma cama. :-)

Muitas pessoas me perguntam qual foi o meu lugar favorito, mas é muito difícil dizer. Cada lugar tinha algo especial que o tornava único e difícil de comparar com outros. Posso dizer o qual eu menos gostei, que foi Munich na Alemanha. Mas não seria justo dizer que a cidade não é legal já a minha opinião foi formada por uma experiência desagradável que tivemos quando estávamos lá e que vou contar mais tarde. 

Uma vez eu li um texto sobre a relatividade do tempo que explicava que o instinto humano de economizar energia sempre que possível, faz com que a nossa mente entre no piloto automático em muitas situações cotidianas, que acabam passando batidas pela memória, contribuindo para a sensação de aceleração do tempo. Por termos mais atividades corriqueiras do que memórias marcantes, olhamos sempre para as emoções que marcaram nossas vidas e nos surpreendemos com o vácuo entre elas. Por conta disso, temos sempre a sensação de que os anos, conforme eles passam, avançam mais rapidamente. Se é assim, nesta viagem o meu cérebro não teve como economizar energia pois cada dia era uma nova experiência e cheia de momentos marcantes. Isso me traz a sensação maravilhosa de ter aproveitado intensamente estes dois meses da minha vida. Valeu cada minuto. Acho que para nos livramos daquele sentimento frustrante de que a nossa vida está passando muito rápido, deveríamos colecionar memórias marcantes com mais frequência e diminuir o vácuo entre elas.

Daqui para a frente vou contar sobre cada cidade/país que visitamos em um post separado. Escrever sobre esta viagem, além de documentá-la para futuras referências, vai também ser uma oportunidade de curtí-la novamente.