Sempre achei que planejar uma viagem é quase tão bom quanto a viagem em si. Na verdade, às vezes pode ser até melhor, quando em raros casos a viagem em si nos decepciona. A fase de planejamento é a fase em que sonhamos, e assim tudo é sempre perfeito. O fato é que o planejamento desta viagem me fez muito bem pois me fez focar mais no futuro e parar por alguns momentos de ficar me corroendo por coisas que aconteceram no passado e que não posso mais mudar. Também me senti me concentrando em mim mesma, no que eu queria, nos lugares que sempre quis visitar.
A idéia inicial era ir só para o Brasil, rever pessoas que amo. Mas pensando um pouco eu cheguei à conclusão de que seria muito dinheiro só para ir para um lugar que eu já conheço e não me traria aquele ânimo todo que eu precisava. Então decidi passar antes por outros países e terminar a viagem no Brasil.
As primeiras pessoas com quem fui falar foram meu filho Felipe e minha nora Anabel. Aliás, ela me incentivou a fazer esta viagem desde que eu sofri aquela decepção que mencionei no post anterior. Ela insistia em dizer que uma viagem como esta iria curar qualquer ferida. E tenho certeza de que ela estava certíssima. O motivo que me levou a consultá-los foi a viagem de volta ao mundo que eles fizeram há alguns anos atrás, Então eu queria algumas dicas para saber por onde começar.
O Felipe e a Ana me indicaram o website http://www.oneworld.com/, que foi o que eles usaram para a viagem deles. Fiz algumas simulações neste website mas não gostei muito do resultado principalmente porque ele limita muito as opções de lugares para ir e tem muita espera entre vôos em aeroportos. Além de eu considerar meu tempo preciosíssimo em uma viagem como esta, eu não tenho muita paciência para ficar esperando em salas de aeroporto. Então eu fui à uma agência de viagem em Wellington, consultar um agente. Me indicaram um brasileiro muito bacana, o que facilitou todo o processo de comunicação.
O Zenóbio demonstrou muita experiência e interesse em conseguir o melhor para mim, e me mostrou uma opção mais barata e flexível. Meus requisitos principais de lugares eram: Bali, Vietnã, Praga, Veneza, Amsterdam, Barcelona, Grécia, Moscou, e obviamente Brasil. Percebam que alguns destes lugares são cidades e outros países. No caso das cidades era quando eu sabia exatamente onde queria ir. A opção que ele me sugeriu foi de fazer a viagem com duas companhias aéreas e portanto em duas partes. A primeira pela Malaysia Airlines para ir para a Paris, passando pela Ásia. Ao invés de eu ir direto para a Indonésia (Bali), minha base na Ásia seria Kuala Lumpur, na Malásia, já que ele tinha uma promoção ótima de Wellington para Paris pela Malaysia Airlines. De lá eu pegaria um vôo para Bali e depois voltaria para lá para depois ir para o Vietnã. Com isso, decidi então incluir Kuala Lumpur no roteiro. Da Malásia eu iria para Paris.
O trecho seguinte seria pela Swiss Airlines que é basicamente Paris - São Paulo - Curitiba. O Zenóbio me sugeriu usar trem na Europa para visitar os lugares que eu queria e, no caso de serem muito distantes, comprar vôos internos na Europa, que normalmente são bem baratos.
A opção pelo OneWorld me custaria aproximadamente NZ$5.000 por pessoa. A opção do Zenóbio saiu por NZ$7,747 para duas pessoas. Mesmo considerando os vôos internos na Europa, ainda assim esta opção ficou mais barata.
Gostei da idéia e fechei o pacote. Eu honestamente nunca tive boas experiências com agentes de viagem. Mas, neste caso, foi excelente contar com a experiência e boa vontade deste brasileiro que me deu dicas preciosíssimas e conseguiu um ótimo roteiro para mim. Uma delas por exemplo, foi de passar uns dias no vôo de volta na Europa. O motivo disso era que eu não poderia correr o risco de perder o vôo de Paris para a Malásia já que era por uma empresa diferente do que a que eu estaria vindo do Brasil para Paris, então os vôos não eram conectados. Qualquer atraso com a Swiss Airlines não postergaria automaticamente os próximos vôos. Um segundo motivo era de que eu não teria a sensação de que a viagem acabou ao chegar no Brasil. Ainda estaria com aquela expectativa de ver um pouquinho mais da Europa. Adorei a sugestão,
Para fechar o pacote eu tive que mais ou menos calcular o tempo que ficaria em cada lugar, a data de início da viagem e a duração. Minha opção foi sair no início de outubro, ficar 2 semanas na Asia, 1 mês na Europa e um pouco mais de 2 semanas no Brasil.
A partir daí eu poderia começar a decidir os lugares que eu iria visitar na Europa e quanto tempo ficaria em cada um deles. Tarefa difícil mas deliciosa! :-)
Quero compartilhar aqui a realização de um sonho com relatos e fotos, para que minha família e amigos possam viajar com a gente.
Saturday, June 27, 2015
Monday, June 22, 2015
Como tudo começou
Há exatamente 1 ano atrás, a minha vida sofreu uma reviravolta totalmente inesperada. Eu que sempre amei tanto a minha vida, senti vontade de desistir dela. Sofri a pior decepção da minha vida, meu coração foi feito em pedaços e tiraram o meu chão. A dor emocional foi tão grande que chegou a ser física, me causando até dificuldades para respirar. Passei um tempo dormindo à base de tranquilizantes. E o responsável por tudo isso foi alguém para quem eu tinha me dedicado de corpo e alma pelos últimos 5 anos. Eu cometi o erro de amar alguém bem mais que a mim. Meu desejo era de acordar e me dar conta de que tudo isso tinha sido um pesadelo. Mas na verdade, fui aos poucos me dando conta que tinha passado aqueles 5 anos criando uma ilusão. Como na música Acrilic on Canvas do Legião Urbana, eu pintei para mim um amor que nunca existiu. E o que eu estava achando ser um pesadelo, na verdade era o momento que eu comecei a acordar deste sonho que sonhei sozinha. E doeu demais.
Como parte da luta pela sobrevivência, tomei a decisão de que o ano de 2015 seria dedicado a mim. Eu tomei a decisão de me dedicar a me ajudar e fazer de tudo para me fazer feliz. Como parte desta estratégia, veio a decisão de uma viagem pelo mundo tão longa quanto fosse possível.
Inicialmente o meu plano era viajar sozinha. Mas depois me dei conta que isso não me faria feliz. Gosto de companhia. E de companhia que eu goste. Sendo assim, quem mais que perfeito do que um filho meu? Chamei o meu filho Julio para ir comigo e obviamente ele topou imediatamente. A partir daí a diversão começou. Já me senti feliz só de começar a planejar.
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